sábado, 19 de agosto de 2017

ANTES CALAMIDADE PÚBICA QUE CALAMIDADE PÚBLICA...


... porque a primeira resolve-se aparando e a segunda só amparando.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

DA ESCOLA SEM ATRACTIVOS AOS PEDO-PSIQUIATRAS DOS "MENINOS DE LUXO"



Há uma realidade que ninguém quer ver: a Escola atingiu o seu ponto mais baixo de atracção. No geral, nada na Escola é atractivo para as crianças: a Escola obriga-as a levantar cedo, impede-as de ver os desenhos animados da manhã, afasta-as e oprime-as quanto ao uso daquilo que lhes é agradável, como computadores, tablets, telemóveis, consolas de jogos, etc, etc. É claro que é preciso aprender, mas não seria possível ensinar brincando? 

Claro que é, mas um sistema de ensino montado de uma maneira em que quase nada mudou em mais de 2000 anos (o Sócrates original não teria qualquer dificuldade em integrar-se no actual sistema de ensino), não consegue motivar nem educandos nem educadores (estes ainda têm a "cenoura" que é o salário ao fim do mês, mas tirando isso não há mais motivação nenhuma). E não há ninguém que consiga fazer uma reforma digna desse nome porque quem decide nunca trabalhou com crianças. Quem decide limita-se a usufruir dos seus escritórios climatizados nuns sétimos andares com vista para outros sétimos andares numa avenida da capital.

Os pedo-psiquiatras que têm tempo de antena - e que falam em tom monocórdico como se falar de crianças fosse como contar um segredo - nas televisões, rádios e revistas são pedo-psiquiatras de "meninos de luxo", filhos de classe sociais de médias-altas e altas para. Os outros meninos... pois esses que se lixem, ficam para os psicólogos, quando as instituições têm um furo no orçamento para os contratar. (Não refiro nomes mas apetecia-me referir, também não é difícil saber de quem falo).

E a verdade é que a maior parte desses meninos (e meninas) quase que andam ao Deus-dará. Comem mal (ou não comem nada) ao pequeno-almoço, ficam-se por um bollycao fora de prazo a meio da manhã, nem sequer almoçam se o almoço for peixe (não se "preparam" os filhos para comerem peixe, a não ser filetes), à tarde mais um achocolatado embrulhado, e à noite um hamburguer empacotado ou uma pizza... Se forem filhos de pais divorciados/separados então ainda pior. No princípio os pais "lutam" para os irem buscar, quase que se agridem e são mal-educados para as auxiliares e às vezes para as professoras por não os deixarem sair mais cedo... passado um tempo, essas crianças passam da escola para as salas de pseudo-estudo onde por vezes ficam até às 8 ou 9 horas da noite (em especial às Sextas-feiras), pois o pai ou a mãe entretanto arranjaram namorada/namorado e os filhos deixaram de ser prioritários e, de motivo de disputa, passam a ser motivo de empurra...

Grave também é o facto de muitas crianças já andarem subjugadas a calmantes, relaxantes vitamínicos, memofantes e afins: de 30 crianças que tive conhecimento numa turma do 7º ano numa Escola dos arredores de Lisboa (numa zona de classe média)... 30 delas tomavam estes suplementos ou pseudo-suplementos para a concentração e para se acalmarem. Imagine-se que adultos vão sair dali...  Ah, os tais pedo-psiquiatras (que eu não referi o nome) nem devem (ou não querem) saber destas coisas, até porque estas crianças iriam conspurcar os seus consultórios, e isso, sim, seria uma chatice!

domingo, 6 de dezembro de 2015

QUANTO CUSTA A CIMEIRA DO CLIMA DE PARIS?


Não é fácil adiantar uma quantia exacta dos custos directos da Cimeira do Clima de Paris. Mas fazendo uma perspectiva média pelas estadias dos participantes em hotéis, as deslocações (geralmente em automóvel com condutor), as refeições, e as horas (ou os dias) de lazer, as despesas devem ascender a muitas centenas de milhões de euros. Quem paga a factura? Pois, com certeza os contribuintes de cada país participante. E valerá a pena? Vamos ver! O acordo está alinhavado, agora falta assiná-lo e - o mais importante - cumprir as resoluções que ele contiver, o que - e para mim - será chover no molhado... 

Vamos às contas: são cerca de 40 mil os políticos, funcionários, seguranças privados, acompanhantes, activistas e pseudo-activistas, lobbistas, jornalistas, curiosos, etc, que demandam Paris por esta altura. Se cada um gastar em hotel 1000 euros em média (valor muito por baixo), vezes 10 ou 11 noites, dá cerca de 400 milhões de euros.

Os voos são mais difíceis de contabilizar ainda porque muitos vão nos seus aviões particulares, mas se dermos uma média de 2000 euros por participante nos voos de ida e volta dá cerca de 800 milhões de euros.

Refeições: as propriamente ditas, mais os snacks e as ofertas, almoços e jantares de "negócios", e especialmente bebidas, muitas bebidas (e Paris não é barata nos comes e bebes), vamos dar 500 euros por estadia/participante, o que soma cerca de 220 milhões de euros.

Aluguer de automóveis, táxis, etc, pode muito bem chegar aos 320 milhões de euros. Religiões e limitações pessoais à parte, mesmo que só 10% dos participantes desfrutem da noite parisiense, vamos colocar um mínimo de 60 milhões de euros.

Tudo somado (muito por baixo) dá 1800 milhões de euros. Uma ninharia se comparado com o que o planeta pode beneficiar se forem tomadas medidas a sério para mitigar as emissões de gases com efeito de estufa e contribuir para alterar... as alterações climáticas!